quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Di - vago

Mais uma noite em claro.
A noite se torna madrugada e um pouco mais adiante se torna um lindo amanhecer.
Que a esperança renasça.
Que as forças se renovem.

A cidade dorme enquanto eu, simplesmente vago pelos quatros cantos da minha mente.
É nessa hora que os pensamentos surgem.
Que as idéias atormentam.
E que a culpa nos cala.

É sempre um momento de paz comigo mesmo.
Me perguntam o por quê de eu não fechar meus olhos e me desligar?!
E eu nada respondo.
Porque a divagação é minha e o tempo neste momento é só meu.
Me permito ser egoísta ao ponto de pedir silêncio ao vento que sopra a minha janela.
Aos suaves sonhos do "silêncio".
Enquanto a cidade dorme, eu simplesmente divago...
É como um momento só meu...

Os dedos correm para aliviar o que vai em meu peito

Mais uma vez a chuva bate na janela.
Lá fora reflete a total confusão que há em meu peito.
É complicado, extremamente complicado.
Analiso a um bom tempo tudo o que possa estar se passando.
Chego a mesma conclusão sempre,
E por isso corro na direção oposta.
Tudo isso me persegue a algum tempo,
Mas é como a terra que não pode dar a vida.
É como uma árvore infrutífera.
É uma dor desnecessária.

Os meus dedos correm pelo teclado,
No desespero de transcrever toda a dor e todo o sentimento
Que carrego em meu peito.
Ontem foi dedicado a saudade e hoje talvez seja dedicado a esperança.
Pois a saudade vem para nos lembrar o que tínhamos e a esperança para nos mostrar o que podemos ter.
Hoje talvez não foi a última vez que escondo o choro e perco o sono.
Mas será a última vez que me sinto impotente, inferior e quase um nada.
As lágrimas por tudo já foram choradas e derramadas.
Um dia elas haverão de secar.
Enquanto isso não acontece vou vivendo da esperança e com a esperança de que o dia de amanhã será melhor.
E que com um novo nascer do sol, haverá então uma nova chance e uma nova ESPERANÇA.